Desta vez, apresento um texto do journal Europapres "A NOVA MATERNIDADE reclama uma mulher trabalhadora e não escrava do sistema". O texto está em espanhol, e fala claramente sobre a nova rede-tribo de blogueiras Mães que estamos construindo um coletivo mundial "que diz ao feminismo obrigadas pelo que foi feito, porem, o superamos e vamos além de sua proposta"
A nova maternidade:
Quer recuperar o poder dos ciclos maternos
Quer gestar com cons-ciencia e harmonía
Quer parir com liberdade e respeito
Que ficar em casa cuidando da cria
Quer naturalidade e apoio
Que trabalhar em rede e coletivo
Quer fazer uma critica inteligente e bem fundamentada ao sistema obstétrico e pediatrico tradicionais
Quer licenças mais longas e bem pagas
Quer a presença dos pais na casa e no lugar do parto com igualdade de direitos paternos e maternos
Quer doulas, parteiras, medicos humanistas e amigas, avós e mães apoiando este momento mágico
Quer wraps, slings, camas compartilhadas, aulas de yoga e alimentação saudavel
Quer dar de mamar com liberdade
Quer que os tabus e mitos construidos pela sociedade de consumo e laboral sobre a maternidade e os bebés sejam re-pensados e des-construidos
Quer compreender os bebés como seres sagrados, que debem ser amados e respeitados em todo seu processo de chegada no mundo
Quer maternar ativa e docemente!!!!
LA NUEVA MATERNIDAD
La socióloga Maria del Mar Jiménez, una de las autoras de 'Una nueva Maternidad', ha reclamado, en el '8 de Marzo': "hoy es el día de la mujer trabajadora, no de la mujer esclava". Y es que "no se trataba de entrar en el mercado laboral a costa de todo". "Queremos trabajar, pero sin desatender las necesidades de nuestros hijos, porque esto no es una nueva esclavitud y la crianza con apego es un derecho femenino", ha aseverado.
En declaraciones a Europa Press, Jiménez ha reclamado "una maternidad consciente, compaginando la libertad de las mujeres con las necesidades de los bebés". Así, por ejemplo, ha dicho, "la lactancia es una parte femenina de la que la mujer también quiere disfrutar. Lo mismo que a un parto humanizado".
Es una de las quince autoras del libro 'Una Nueva Maternidad', nacido en el germen del neofeminismo y en la Red, dentro del grupo privado de Facebook 'Tribu 2.0', "que equivale a la red de madres virtual que está creciendo con Internet".
"Antes había una red física, y cuando parías ya habías visto amamantar a tu entorno y otras mujeres te ayudaban", ha explicado, "pero en la vida moderna las mujeres estamos solas". Por eso, y dado que en algunas localidades pequeñas no existen grupos físicos de crianza, ha surgido "la blogosfera maternal".
Por tanto, "Internet es la nuevo tribu" y en estos grupos creados en la Red, las madres se sienten "arropadas, entendidas". "La soledad es el enemigo número uno de la mujer moderna; no sólo es que el mercado laboral sea muy masculino y depredador, y esté a espaldas de los bebés y de las madres, es que la mujer encuentra un grupo en el que se siente identificada con su grupo de iguales".
Y en esta tribu nace 'Una nueva Maternidad'. Y por qué ese nombre: "hemos gestado y parido a nuestros hijos toda la vida, pero ahora lo que cambia es que lo hacemos más conscientemente: nos hemos formado, somos cultas, profesionales y, ahora que llegamos a la maternidad, queremos hacerlo con la misma profesionalidad que tenemos en nuestros trabajos".
Ahora empieza a apuntar el neofeminismo; un movimiento "imparable" que le dice al feminismo: "gracias por lo que habéis hecho", pero lo supera. "Cuando la mujer se incorporó al mercado laboral éste era masculino, pero no se ha cambiado, se han sacrificado los hijos". Ahora, "la idea es incorporar la ética del cuidado al mercado".
"Y se puede, y esto es progreso. Los países nórdicos tienen las bajas maternales más largas y también tienen más tanto por ciento de mujeres en puestos directivos. Han unido maternidad con igualdad".
Se basa en otro modelo. "La idea social" a la que responden las mandatarias que vuelven al trabajo al poco tiempo de dar a luz "es que los hijos son una carga de la que tenemos que librarnos, pero existe otro modelo, y los hijos pueden ser una etapa de crecimiento personal, de empoderamiento femenino y de placer que te puede ayudar a reconvertirte profesionalmente".
"Los trenes pasan por tu vida varias veces. Tenemos 1,2 hijos de media; entonces, podemos subirnos a ese tren y vivirlo con la intensidad de nuestras carreras". Pero esto "no es un capricho, es bueno para la sociedad"
"No sólo es hacer guarderías", ha reclamado; hacen falta "bajas más bajas, flexibilidad, optimización de los horarios, que la jornada intensa sea mejor y se elimine la cultura del presentismo". Y la crisis, "no puede ser excusa: cuando Noruega implantó las medidas estaban de recesión, y Chile ha ampliado la baja de maternidad a seis meses y no están mejor que nosotros".
Jiménez se ha desplazado hoy a Logroño para presentar 'Una Nueva Maternidad' invitada por FADEMUR (Federación de Asociaciones de Mujeres Rurales) como parte de las actividades que celebra por el Día de la Mujer Trabajadora. Se trata de una entidad que lucha por los derechos de las mujeres y por que éstas puedan desarrollarlos en el mundo rural.
"Si este libro fuera como una bolsita de té, haría una deliciosa infusión de amor", dice la psicóloga Rosa Jové (autora de Libros como La Crianza Feliz) en el prólogo. Las quince autoras de este libro son: Azucena Alfonsín, María Berrozpe, Mónica de Felipe, Irene García, Mª José García, Carolina Garcinuño, Nohemí Hervada, Erika Irusta, Mª del Mar Jiménez, Mireia Long, Ileana Medina, Cristina Romero, Louma Sader, Raquel Tasa y Vivian Watson
sábado, 10 de março de 2012
terça-feira, 6 de março de 2012
O MELHOR E O PIOR DO DIA
É lua cheia, lua de desafios. Por isso, vou me dedicar á comemorar nossos pequenos triunfos cotidianos, que sempre são muitos. Pois acredito, que para as mulheres o maior desafio é acreditar nos proprios sonhos e contar para o mundo que suas vidas fazem sucesso no secreto andar dos dias comuns...
Convido vocês para fazer um exercício que funciona para mim e que aprendi numa dessas revistinhas de moda que as vezes leio sem esperança de aprender alguma cosa...
Ao final do dia, antes de dormir faço uma listinha mental na que lembro três tipos de coisas:
As melhores do dia
As piores do dia
As que espero para o dia seguinte...
Ao final, sempre percebo que as melhores coisas do dia são muito mais do que as piores... e mesmo sendo um dia ruim fazer minha listinha me ajuda á agradecer por ter tantas coisas legais. Quando não a fazia dormia pensando só nas coisas negativas, agora durmo feliz dando um olho para minha gorda lista positiva, mas, quando acontecem coisas não tão boas as lembro e as deixo ir embora!!! e assim meu sonho é mais leve e prazeroso.
Beijos de amor para minhas caras amigas do mundo e de outros planetas
Convido vocês para fazer um exercício que funciona para mim e que aprendi numa dessas revistinhas de moda que as vezes leio sem esperança de aprender alguma cosa...
Ao final do dia, antes de dormir faço uma listinha mental na que lembro três tipos de coisas:
As melhores do dia
As piores do dia
As que espero para o dia seguinte...
Ao final, sempre percebo que as melhores coisas do dia são muito mais do que as piores... e mesmo sendo um dia ruim fazer minha listinha me ajuda á agradecer por ter tantas coisas legais. Quando não a fazia dormia pensando só nas coisas negativas, agora durmo feliz dando um olho para minha gorda lista positiva, mas, quando acontecem coisas não tão boas as lembro e as deixo ir embora!!! e assim meu sonho é mais leve e prazeroso.
Beijos de amor para minhas caras amigas do mundo e de outros planetas
sábado, 25 de fevereiro de 2012
MATERNAR LONGE DE CASA
MATERNAR LONGE DE CASA...
Porem,
este não é um fenômeno isolado, na atualidade centenas de migrantes,tanto
homens quanto mulheres moram em destinos culturais diferentes aos seus, e se
deparam com coragem com a tarefa de criar seus filhotes dentro de sistema de
vida e de trabalho que contem costumes
sociais e lingüísticas distantes.
Só
para observar meu entorno, tenho um amigo
colombiano que mora no Canadá e é pai de
um menininho com sua esposa grega, outra
amiga colombiana que mora em Uruguai como
seu pequeno que nasceu lá, outra, que é Baiana
morando nos Estados Unidos com sua filhotinha e com seu esposo, também americano, uma amiga
chilena casada com um Baiano que mora em Salvador, um par de amigos que moram em Nova Iorque com seu filho que
nasceu em Miami, uma amiga colombiana casada com um Francês que mora em Brasil,
e uma amiga Brasileira que mora em Londres com sua filha brasileira e seu
esposo checo...
O
Brasil me encanta, as pessoas adoram as crianças, sabem cuidar delas, são amorosas
e divertidas, solidarias e alegres. Ganhar um bebe aqui é uma festa e um milagre
que se comparte e divide com todos. Porem tenho saudade do jeito tranqüilo e quase
zen com que nas famílias andinas se recebe uma criança, que permanece amorosamente
resguardada do mundo durante seus primeiros meses para proteger seu campo
energético e para dar a oportunidade á mãe de nacer como mãe na intimidade do
seu mundo interno. No Brasil, a questão da vida em coletivo, e a quebra
cotidiana da fronteira entre privado e publico, dificulta esse desejo
instintivo e mamifero de intimidade e solidão que desde que sou mãe sempre tive...
Do
Brasil me encanta o movimento de parto humanizado, e os novos enfoques da
maternidade, os círculos de mulheres que crescem a cada dia para cuidar com ética
e sentido inteligente a vida dos bebês, Porem tenho saudade de ter minha mãe
perto, de que minha irmã não conheça meu filho, de que meu sobrinho não consiga
brincar com seu primo, de que minhas montanhas não ofereçam o ar que o Ilah poderia
respirar... tenho saudade de me sentar na viera de um riacho e sentir o mundo
passar. Tenho saudade de que ele conheça o sentido do silencio, e o sentido do “despacito”.
Do
Brasil me encanta todo, me enamora a paixão profunda pela vida, a forma
relaxada com que as pessoas respiram o mundo e fazem do dia a dia uma experiência
de jogo e de prazer, porem me bato de frente com o machismo, com a construção
fortemente masculina da sociedade do sul do Pais, e com o papel que o feminino tem dentro dela,
um papel contraditório e difuso, um papel marginal, que tem aberto mão de seu
poder, de seu desejo de morar no profundo da caverna interna, no mistério, na
coragem e na força vital que movimenta o universo e que está no ventre onde a
luz da vida resnace á cada instante.
Tenho
saudade, e dela nasceu escrever desta vez, na lua nova, a lua que permite os renascimentos
internos e o fluir dos rios, e escrevi aos quatro cantos do planeta onde tenho
amigos que maternam e paternam fora de casa para que eles me contassem como fazem
para fazer... De Uruguai e Québec me contestaram e aqui transcrevo suas boas palavras,
e seus carinhos que conheço:
Acá (En Quebec) el problema de la lengua es
fundamental, yo creo que preservar la lengua hace parte del aceptar la
diferencia y de explotarla en el propio beneficio. No hay ningún problema en el
número de lenguas que habla un niño y lo mejor es hablarle en la propia para
que la valore cómo suya. Mucha gente acá pierde la lengua y con eso pierde la
cultura y todo lo que esto implica. A mi bebé le hablo en español todo el
tiempo. Este mundo es de muchas lenguas y creo que eso contribuye mucho a
despertar y a considerar la diferencia cómo algo natural. Creo que contribuye a
la adaptación del niño.
La distancia con la pareja es compleja, pero creo que nos entendemos cómo humanos y que lo más importante es que se aprende mucho. A pesar de las dificultades, creo que el desafío está en aprender de estas diferencias y convivir con ellas. De todas formas, aunque algunas veces parece díficil es un camino que ya comenzamos a caminar y creo que hay que perseverar. De todas formas, hay que ir a Colombia lo más seguido posible. SALVADOR (Colombia) pai do Esteban (Canadá)
Continuando com o ciclo de maternidade deste fevereiro de calor e carnaval, este pequeno texto dedicado aos meus amigos Salvador, Ximena, Lolita, Paulina, Cris, Ana, e ás mamães e papães viageira@ e corajos@s, tod@s em cantos diferentes do planeta buscando seu destinho azul e amamentando seus filhos...
Nasci no médio das montanhas
de um frio e pequeno povoado de algum lugar dos Andes na America do sul, nesse
canto azul, perdido nas esquinas do mundo, as pessoas somos silenciosas e
tímidas, nossa cotidianidade acontece no interior da casa, no interior da vida,
gostamos de falar devagarzinho e em tono baixo, acreditamos no poder que tem a
lua para fazer crescer as plantas, mudar o clima e curar, moramos na nostalgia
que se parece com o vento que sopra fundo nas altas cimas, e somos terrivelmente
transcendentais e choronas, pois aquilo que toca o nosso coração é como si
tocasse o universo todo, e o enchesse de um profundo sentimento de saudade,
eterna e sutil.
Usamos as folhas medicinais e comestíveis da
horta como primeira receita para a cura, e os velhos índios transeuntes, nos
ensinaram os secretos de uma botânica milenar única e pouco conhecida, que mora
deitada nos jardins dos nossos lares construídos com poucas janelas ao redor da
comida e do fogo da cozinha.
Saindo das minhas montanhas, viajei
longe para morar na Bahia, no extremo oriental do Brasil impossível, e depois
de um tempo me apaixonei por um gaucho, e por questões do destino vim para
parir ao “Ilah das estrelas” na frente
das águas do rio Guaíba, perto do profundo y resplandecente riso das grandes
famílias contentas e enormes do sul, comedoras incansáveis de carne, faladoras,
festivas e de bom viver.
E
uma das coisas mais difíceis da minha maternidade tem sido compreender as formas
de gestar, parir, maternar e viver em família no Brasil. Sentir com as
entranhas a vida dentro de uma cultura que existe bem longe da minha terra de
origem, é para mim uma escola difícil na que navego aos pouquinhos vendo as
vezes algumas estrelas.
“Es la misma tierra que vio nacer a mi madre y a mi
hijo, es por eso
también mi tierra y sin embargo siempre será
extranjera. Con
artilugios de mi cultura, retazos de canciones,
sabores diversos, pero
sobretodo cobijando a mi pequeño con mis palabras y
acento, hemos ido
construyendo esta maternidad, nuestra propia forma,
individual y
colectiva, natural y social de ser madre y de ser
hijo. Procuro no
olvidar lo que me hizo ser lo que soy, pretendo
regalar a Valentin los
hermosos lugares y personas que transitaron por mi
vida, pero darle la
libertad de encontrar una nueva manera de ser feliz,
la suya, a la que
solo puedo regalarle mi memoria”. (XIMENA (Colômbia), Mãe do Valentin (Uruguai))
La distancia con la pareja es compleja, pero creo que nos entendemos cómo humanos y que lo más importante es que se aprende mucho. A pesar de las dificultades, creo que el desafío está en aprender de estas diferencias y convivir con ellas. De todas formas, aunque algunas veces parece díficil es un camino que ya comenzamos a caminar y creo que hay que perseverar. De todas formas, hay que ir a Colombia lo más seguido posible. SALVADOR (Colombia) pai do Esteban (Canadá)
quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012
SEXUALIDADE APÓS O PARTO
Caras amigas, um belo texto (em espanhol) da argentina Laura Gutman, sobre a feminilização da vida sexual após o parto ou na maternidade. Podem achar este texto completo dentro do livro A MATERNIDADE E O ENCONTRO COM A PROPRIA SOMBRA. Recomendado para vivenciar com naturalidade este momento da vida
Sexualidade e maternidade recente
Sabemos que el cuerpo tarda en reacomodarse después del embarazo y el parto...pero suponemos que pronto todo volverá a “sercomo antes”. La mayor sorpresa irrumpecuando el deseo sexual no aparece como estábamos acostumbradas. Nos sentimos culpables, sobre todo cuando el obstetra nos da el “permiso” para reanudar lasrelaciones sexuales para alegría del varón que con cara de satisfacción nos guiña el ojo susurrándonos al oído: “ya no tenés excusas”.
Porem o cuerpo no responde. La libido está desplazada hacia los pechos donde se desarrolla la actividad sexual constante, tanto de día como de noche. El agotamiento es total. Las sensaciones afectivas y corporales se tornan muy sensibles y la piel parece un fino cristal que necesita ser tocado con extrema delicadeza. El tiempo se prolonga, cualquier ruido es demasiado agobiante y nos fusionamos en las sensaciones del bebé, es decir, en la vivencia de nadar en un océano inmenso y desconocido.
Tenemos la decisión intelectual de responder a las demandas lógicas del varón, de satisfacerlo y de reencontrarlo. Pero no funciona, a menos que nos desconectemos de las sensaciones íntimas y verdaderas ( para lo cual muchas de nosotras estamos bien entrenadas). Normalmente estamos tan poco conectadas con nuestra sexualidad profunda y femenina, que navegamos fácilmente en el deseo del otro, en parte con el afán de complacer y también para ser querida. Así nos alejamos de nuestra esencia y así nos acostumbramos a sentir según los parámetros de otro cuerpo, de otro género. Nos desorientamos ante el desconocimiento de nuestras propias reglas regidas por una feminidad que pasa desapercibida en la profundidad de nuestro ser esencial. Es esa esencia del alma femenina que explota con la aparición del hijo y sobre todo con el vínculo fusional que se establece entre el bebé y la mujer florecida.
A qué nos obliga la indudable presencia del niño?. A que ambos, varón y mujer, nos conectemos con la parte femenina de nuestra esencia y de nuestra sexualidad, que es sutil, lenta, sensible, hecha de caricias y abrazos. Es una sexualidad que no necesita penetración ni despliegue corporal; al contrario, prefiere tacto, oído, olfato, tiempo, palabras dulces, encuentro, música, risa, masajes y besos.
En esa tonalidad no hay riesgo, porque no lastima el alma femenina fusionada. No hay propósitos, incluso a veces no hay orgasmos, ya que lo que importa es el encuentro amoroso y humano. Hay comprensión y acompañamiento sobre la realidad física y emocional por la que atraviesa fundamentalmente la mujer con un niño en brazos. En este sentido es importante percibir que el niño está siempre en brazos de su madre, aunque materialmente esté durmiendo en su cuna, es decir que participa emocionalmente en el encuentro amoroso entre sus padres. Por eso es indispensable que sea suave, susurrante y acogedor.
Todas las mujeres deseamos abrazos prolongados, besos apasionados, masajes en la espalda, conversaciones, miradas, calor y disponibilidad del varón. Pero el malentendido que genera cualquier acercamiento físico que pueda ser interpretado como invitación al acto sexual con penetración obligatoria, induce a la mujer a distanciarse de antemano para protegerse y a rechazar cualquier gesto cariñoso, ahondando el desconcierto del varón ante el aparente desamor.
Por eso es imprescindible que feminicemos la sexualidad, varones y mujeres, durante el período de la fusión emocional entre la madre y el niño, es decir alrededor de los dos primeros años. Esto nos permite gozar, y al mismo tiempo explorar capacidades de comunicación y afecto que en otras circunstancias no hubiéramos desarrollado. El sexo puede ser mucho más pleno, más tierno y completo si nos damos cuenta que llegó la hora de descubrir el universo femenino, la redondez de los cuerpos y la sensibilidad pura.
Acariciémonos hasta morir! Permitámonos que los coitos sean muchísimo más elevados que las meras penetraciones vaginales que logran el título de “relaciones sexuales completas”!, como si el goce se limitara a tan esquemáticas prácticas.
Creo que hay una lucha cultural entre lo que todos creemos que es correcto y lo que nos pasa. A las mujeres nos pasa que no podemos hacer el amor como antes, y a los varones les pasa que se enojan, se angustian y se alejan. En lugar de estar ambos involucrados en esto que nos pasa como tríada (bebé incluido).
Por otra parte, quizás algunas mujeres reconozcamos por primera vez el calor de la sexualidad femenina, que además de la excitación corporal incluye una intensa conciencia sensorial. A veces desconocemos los ritmos naturalmente femeninos y nos esforzamos por pertenecer a una modernidad donde no se le presta atención a las sensaciones más íntimas. La sexualidad necesita de vez en cuando la visita de criaturas fantásticas, hadas y duendes que despierten con su varita mágica los deseos ardientes del alma de las mujeres para que el sexo derrame amor y fantasía.
En esas ocasiones tenemos la sospecha de que el sexo es sagrado y sensual: sucede cuando una brisa recorre el cuerpo físico,producida por un beso, una palabra amorosa, un chiste, una mirada llena dedeseo. En esos precisos momentos nos estremecemos al sentirnos amadas yrejuvenecemos en pocos segundos en un auténtico estallido de vida y pasión.
Laura Gutman
IMAGENS:
KLIMT
DEVIANTART
DESAHOGATE.JPG
sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012
ODOYÁ IEMANJÁ
Iemanjá
a deusa mãe.
Dois de fevereiro, é comemorada no Brasil a festa da Mãe Iemanjá. Segundo a mitologia Iorubá é mãe de todos os deuses, senhora das águas salgadas, rainha sereia, lindíssima e sedutora deusa do mar. É a essência do elemento água e todo o que ele é e representa: vida, fertilidade, abraço, proteção poder, amor, entrega, luta, coragem, parto, beleza decisão, entrega. Iemanjá é A Mulher.
Para as culturas africanas, ser mãe é um negocio bem diferente ao ser mãe nas culturas andinas ou montanhosas da América Latina, para as que prevaleceu a imagem da Virgem Maria do catolicismo: recatada e resignada mulher, pronta ao sofrimento, assexuada e presa eterna dos deveres familiares. Dessa Maria nunca foi escutado um só resmungo.
Não entanto, Iemanjá e a maternidade que ela representa, encarna um corpo com uns seios gigantes, um ventre enorme e um senso erótico sutil e dengoso. Ao tempo que cria aos seus filhos lida batalhas, briga, é curiosa e ossada, libertaria, entra na partida, se envolve na criação do mundo, cria alguns dos seres que habitam o universo junto com os deuses homnes, trai e é traída, erra, re começa, se apaixona, faz amor, se separa e se apaixona de novo... é uma deusa que não se conforma e que vive uma vida mítica, parecida á vida das mães do nosso humano planeta, uma vida de amor infinito e perguntas frecuentes.
Pensando
na imagem amada de Iemanjá do mar, escreverei no blog durante o mês de fevereiro
sobre a maternidade, sobre ser mãe na esquina inicial do século XXI. Prometo os
seguintes temas:
Mamãe
viageira (Desafios de criar um filho dentro de uma cultura distinta.)As mentiras das mamães (Sobre as pesquisas que mostram o mito da mãe como vocação perfeita e o que fazem as mães para não se libertar dele)
Maternidade e sexualidade (A feminilização da vida sexual após o parto)
A maternidade da paternidade (Homenagem ao senso feminino dos homens contemporâneos que acompanham suas crias e mulheres no processo familiar.)
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